A China aparece desde cedo na história das civilizações humanas a organizar-se enquanto nação (ainda que a identidade nacional chinesa seja complexa), demonstrando um pioneirismo notável em áreas como a arte e a ciência, ultrapassando largamente, na altura, o resto do mundo. Em cerca de 1000 a.C., a China consistia num conjunto complexo e intrincado de reinos de pequenas dimensões. Em 221 a.C., todos estes reinos foram anexados ao estado Qin, dando início à Dinastia Qin.
Na história da China, ao longo dos séculos, num movimento pendular, verificamos períodos de união e de desunião. No século XVIII, a China experimentou um progresso tecnológico acentuado, em relação aos outros povos da Ásia Central, ainda que tivesse perdido terreno se comparada à Europa. Os acontecimentos do século XIX, em que a China tomou uma postura defensiva em relação ao imperialismo europeu ao mesmo tempo que estendia o seu domínio sobre a Ásia Central, podem ser explicados sob este ponto de vista. Veja Guerras do Ópio, Rebelião Taiping e Levante dos Boxers.
No início do século XX, o papel desempenhado pelo Imperador da China desapareceu em 1912, com a proclamação da república por Sun Yat-sen, e posteriormente com a China a entrar num período de desagregação devido à Guerra Civil Chinesa. Atualmente há duas regiões que reclamam, formalmente, para si o nome de China: a República Popular da China e o Governo pré-revolucionário da República da China, que administra Taiwan e várias pequenas ilhas de Fujian. Ver também: Cronologia da história Chinesa, Dinastias Chinesas, História de Hong Kong, História de Macau, História de Taiwan.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Quem é a China:
China (中國 em chinês tradicional, 中国 em chinês simplificado, Zhōngguó no sistema pinyin e Chung-kuo no sistema Wade-Giles)[1] é uma antiga unidade histórica, cultural e geográfica na parte continental do leste da Ásia, incluindo algumas ilhas que desde 1949 foram divididas entre a República Popular da China (que inclui a China continental, Hong Kong e Macau) e a República da China (que inclui Taiwan e algumas ilhas da província de Fujian).
A palavra China costuma referir-se a regiões que, em termos mais específicos não fazem parte dela, como é o caso da Manchúria, da Mongólia Interior, o Tibete e Xinjiang (ver mapa das divisões da China). Nos meios de comunicação ocidentais, “China” refere-se, normalmente, à “República Popular da China”, enquanto que “Taiwan” se refere à “República da China”. Muitas vezes, em termos informais, especialmente entre chineses e ingleses (no contexto do mundo dos negócios), “a Grande região da China” (大中华地區) refere-se ao sentido mais lato, tal como foi apresentado no parágrafo anterior.
Na sua história, as capitais da China situavam-se, essencialmente, no leste. As quatro capitais mais citadas são Nanquim (Nanjing), Pequim (Beijing), Xian, e Luoyang. As línguas oficiais foram mudando ao longo da sua extensa história, (incluindo línguas entretanto desaparecidas), incluindo o mongol, o manchu e os vários dialetos do chinês, entre os quais o mandarim (em chinês Hanyu, pronunciado haN ü, ou seja, /h/ como hat, em inglês, e /ü/ como o som do "u" francês) e o cantonês.
A palavra portuguesa "China", bem como o prefixo associado, "sino-", derivam, provavelmente, de “Qin” (pronúncia "tchim", onde o "q" é pronunciado como um alveopalatal, como o "ch" na palavra inglesa chest). Há quem defenda, no entanto, que China derive da palavra chinesa para chá (igual à palavra em português que, aliás, tem a sua origem etimológica no próprio mandarim) ou, mesmo, de "seda" (note-se, em jeito de nota de rodapé, que é vulgar a associação entre a palavra china e os produtos que têm aí a sua origem: china, em português, também pode significar porcelana) . Qualquer que seja, contudo, a origem da palavra "China" (que é uma palavra europeia, não existindo em qualquer das línguas sino-tibetanas) foi-se perdendo à medida que era filtrada pelos vários povos atravessados pela Rota da Seda, que fazia a primeira ligação histórica estável entre esta região asiática e a Europa.
A palavra China costuma referir-se a regiões que, em termos mais específicos não fazem parte dela, como é o caso da Manchúria, da Mongólia Interior, o Tibete e Xinjiang (ver mapa das divisões da China). Nos meios de comunicação ocidentais, “China” refere-se, normalmente, à “República Popular da China”, enquanto que “Taiwan” se refere à “República da China”. Muitas vezes, em termos informais, especialmente entre chineses e ingleses (no contexto do mundo dos negócios), “a Grande região da China” (大中华地區) refere-se ao sentido mais lato, tal como foi apresentado no parágrafo anterior.
Na sua história, as capitais da China situavam-se, essencialmente, no leste. As quatro capitais mais citadas são Nanquim (Nanjing), Pequim (Beijing), Xian, e Luoyang. As línguas oficiais foram mudando ao longo da sua extensa história, (incluindo línguas entretanto desaparecidas), incluindo o mongol, o manchu e os vários dialetos do chinês, entre os quais o mandarim (em chinês Hanyu, pronunciado haN ü, ou seja, /h/ como hat, em inglês, e /ü/ como o som do "u" francês) e o cantonês.
A palavra portuguesa "China", bem como o prefixo associado, "sino-", derivam, provavelmente, de “Qin” (pronúncia "tchim", onde o "q" é pronunciado como um alveopalatal, como o "ch" na palavra inglesa chest). Há quem defenda, no entanto, que China derive da palavra chinesa para chá (igual à palavra em português que, aliás, tem a sua origem etimológica no próprio mandarim) ou, mesmo, de "seda" (note-se, em jeito de nota de rodapé, que é vulgar a associação entre a palavra china e os produtos que têm aí a sua origem: china, em português, também pode significar porcelana) . Qualquer que seja, contudo, a origem da palavra "China" (que é uma palavra europeia, não existindo em qualquer das línguas sino-tibetanas) foi-se perdendo à medida que era filtrada pelos vários povos atravessados pela Rota da Seda, que fazia a primeira ligação histórica estável entre esta região asiática e a Europa.
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